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  Secretaria Municipal de Educação - SME

Missão da SME

A Escola Transformadora da Sociedade
Quem tem acompanhado a trajetória de Emanoel Mariano de Carvalho como Prefeito do Município de Barretos tem motivos para acreditar que está em curso uma verdadeira transformação da sociedade barretense. Com efeito, o Prefeito tem afirmado reiteradamente a sua “opção pelo social”. Tem indicado, enfaticamente, que pretende “governar pensando nas necessidades dos humildes e necessitados”. Afirma, ainda, o Prefeito que construirá, prioritariamente, as obras consideradas absolutamente necessárias ao atendimento das camadas mais carentes do povo de nosso município. Segundo ele, em decorrência de sua “opção pelo social”, as políticas públicas de seu governo terão, entre outros, como focos principais a geração de emprego, a educação, a saúde, a promoção social, a cultura e os esportes.

É, portanto, com fundamento nessas premissas básicas do governo Emanoel Mariano de Carvalho que a Secretaria Municipal de Educação tem procurado “pensar” a educação barretense, com o objetivo primordial de explicitar a política educacional da atual administração municipal, cuja diretriz maior, em consonância com o pensamento do chefe do Executivo, indubitavelmente, deve estar centrada no atendimento das necessidades das camadas mais carentes da nossa sociedade.

Não é preciso muito esforço para caracterizar a atual realidade social na nossa cidade, no Estado e no Brasil como um todo. Há muitos anos, vivemos uma angustiante e quase permanente crise econômica que mantém o País num estado de verdadeira letargia. De fato, o insuficiente crescimento da economia nacional, dentre outras causas relevantes, tem levado, lamentavelmente, a um perigoso esgarçamento do tecido social, cujas conseqüências mais evidentes se fazem notar estridentemente na explosão da violência e da criminalidade, urbana e rural, especialmente, entre as camadas mais jovens da nossa sociedade. Como se sabe, as necessidades sociais são ilimitadas e os recursos são sempre escassos e, assim sendo, as situações de quase estagnação econômica provocam, num país com alta e nociva concentração de renda como o nosso, um estreitamento das oportunidades de emprego e renda (e portanto de consumo) e uma perigosa e real sensação de perda de perspectivas, principalmente para os jovens das camadas mais carentes da população que, não por coincidência, são também os menos preparados tecnicamente para disputar o competitivo mercado de trabalho que, então, se instala.

Como instituição pública, a escola deve ter como objetivo básico o de, ao longo do tempo, fincar as colunas e vigas mestras capazes de promover e sustentar a necessária transformação social para um mundo verdadeiramente melhor.

A sociedade que sonhamos e queremos para nossos filhos e netos é a sociedade que, de fato, no dia a dia, seja uma concretização de princípios fundamentais como a liberdade, a democracia, a igualdade de oportunidades, a justiça social, a segurança pública, a solidariedade e a fraternidade e, sobretudo, a sociedade que possibilite real e concretamente, para todos, vida digna com integral respeito ao próximo e sem a necessidade de humilhações e subserviências de qualquer tipo.

Entretanto, se queremos tal sociedade, sonhar não basta! O trabalho deve ser iniciado desde já, pois o futuro é construído, primordialmente, com as nossas decisões e ações do presente. Com efeito, se queremos a tão sonhada sociedade do futuro, devemos agir decisivamente para formar os cidadãos do futuro, incutindo na sua formação básica os valores norteadores daqueles princípios fundamentais acima referenciados. E essa é a missão fundamental da educação.

De fato, o homem se desenvolve como “ser humano” pelo processo de socialização, já que o homem é um animal gregário e tem, portanto, o seu “habitat” no grupamento social. O processo de socialização, na verdade, corresponde a um processo de “humanização”, de modo que o ser humano terá mais possibilidades de se aprimorar como ser vivente quanto melhor for a sua formação, o seu desenvolvimento. Assim, o processo de socialização e, portanto, de humanização do homem se dá pela educação.

É por isso que a educação no Brasil, tem como finalidades básicas, definidas constitucionalmente, o pleno desenvolvimento como ser humano, a qualificação para o trabalho e o exercício da cidadania.

Entretanto, concretamente, quem educa o ser humano? Forçoso é reconhecer que o processo educativo não é privilégio da escola.

Na verdade, há pelo menos três agentes ou instituições que atuam no processo educativo: a família, a escola e a rua. Indubitavelmente, a família é a principal instituição educadora do ser humano, seja pelos valores éticos básicos e princípios fundamentais que transmite ao educando, seja pelos exemplos comportamentais fornecidos a ele, verdadeiros paradigmas de seu futuro modo de agir.

Além da família, a escola é a intituição-chave no processo educativo. Ela é responsável pela alfabetização (decodificação da linguagem escrita), pelo letramento (significação do conhecimento científico, cultural, ético, artístico, profissional, cívico, etc. acumulado pela humanidade) e, em suma, pelo aperfeiçoamento psicológico, intelectual, físico, desportivo, cívico, etc., do educando. Em poucas palavras, ela pode despertar, estimular e desenvolver as melhores qualidades e aptidões que poderão conduzir o educando a sua suprema realização como ser humano.

E o terceiro elemento é a “rua”, ou seja, a convivência normal diária com os demais seres humanos nos demais ambientes. Importante notar que, em grande parte, o educando será uma boa ou má pessoa ou um bom ou mau cidadão a depender da formação educativa que receber da família e da escola. No entanto, é crucial notar que, se a maior parte do processo educativo ficar a cargo da “rua”, certamente, o educando encontrará muitas dificuldades à sua realização pessoal e muito provavelmente as suas carências poderão induzi-lo a condutas anti-sociais, que, no geral, poderão resvalar para a violência e para criminalidade, tão bem conhecidas por todos na sociedade atual. E eis ai a importância capital da escola como instituição-chave no processo de transformação social para uma sociedade solidária, fraterna e sobretudo justa que se pretende concretizar no futuro.

A escola verdadeiramente transformadora da sociedade deve ser, essencialmente, inclusiva. Ou seja, deve ser o centro promotor da inclusão social, não devendo marginalizar parcela alguma da sociedade. Ao contrário, deve criar os mecanismos necessários para arrebanhar justamente aqueles que, por um motivo ou por outro, estejam ou que possam ser excluídos da convivência social normal. Assim, os economicamente carentes, os portadores de necessidades educacionais especiais, assim como os marginalizados por qualquer motivo devem encontrar na escola o espaço para sua expressão, socialização e humanização.

Além disso, a escola deve ser, também, o centro indutor da inclusão digital, vez que a convivência no mundo moderno exige o domínio da tecnologia digitalizada, sob pena de exclusão cultural, profissional e, no futuro, até mesmo exclusão social.

Para ser verdadeiramente inclusiva, a escola deve adotar o “ensino de período integral”, iniciando a jornada diária, por exemplo, às 07:00 horas e terminando às 17:00 horas. O período integral viabilizará a formação e educação integral do educando, proporcionando a ele a aprendizagem científica teórica na sala de aula e a prática nos laboratórios de ciências; a educação artística, na música, no teatro, nas artes plásticas, na literatura, etc.; a educação física desportiva, nas diversas atividades e modalidades esportivas; a educação moral e cívica nos espaços e ambientes de estudo de cidadania, meio ambiente, trânsito, etc.

Esta a escola que deve proporcionar igualdade de oportunidades a todos, principalmente, aos economicamente mais carentes, possibilitando que, por exemplo, os alunos dos bairros pobres da periferia possam ter a mesma possibilidade de formação intelectual, afetiva, ética, física e cívica que têm os alunos mais favorecidos pela sorte habitantes dos bairros mais ricos da cidade.

Esta é a escola que, igualando as oportunidades, minimizará os vários tipos de discriminação que assolam nosso País e que reverberam em nosso município.

Para concretizar essa idéia de escola, a escola real deve-se nortear pelos princípios da autonomia, da estabilidade do corpo funcional, da gestão democrática e da participação comunitária nas decisões sobre os destinos da escola.

Esta é a idéia de escola que haverá de nos conduzir no processo de transformação de uma sociedade caótica do presente à uma sociedade solidária, fraterna e justa que todos sonhamos para o futuro.

Esta é a idéia da escola que sonhamos e queremos para Barretos.


 
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